quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Quero me ter e te ter não me detém.
Não me tenho, pois não se pode ter o que não se apreende.
Um não sei verbalizado, mimado. Gelado.
Não se cabe em mãos ou órgãos. Está no ar.
Quando se inspira e infla. Nos músculos deconhecidos. Em têmporas...
Caia em mim e em si. Demore em mim que solto a ti.
Solta-me a mim também! E sejamos brisa eu e tu, como num só respiro eterno.
Árvores divinas. Vivos.

3 comentários:

Maton disse...

Uau! Inspiradíssima!!! É seu?

Bruna disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Bruna Brignol disse...

Sim. Obrigada...!